sábado, 22 de outubro de 2011

Aflição de uma despedida


Qual dos momentos da vida é mais apreciado pelo ser humano?
Seria o nascimento de uma criança?
Pai e mãe ansiosos pelo dia
Como a vida parece ser tão frágil quando esta entre seus braços
O que há com o homem quando envelhece?
Sua vida acabou?
A vida perde o sentido ao enfrentar seus primeiro desafios?
Ninguém sabe pedir ajuda?
Ninguém sabe oferecer ajuda?
Ninguém sabe ajudar?
Muito poderia se evitar se o homem soubesse ouvir e não quisesse só ser ouvido
Quem está disposto a me ouvir?
Quem está disposto a me escutar?
Escutem-me, eu estou aqui!
Peço um pouco de ajuda
Olhe nos meus olhos sou igual a você!
Preciso de um apoio!
Onde estão meus pais agora?
Onde estão meus amigos?
O que fiz para não ter onde encostar a cabeça?
Quero um alguém para me entender não para me destruir!
O que fiz para outros querem acabar comigo?
Não agüento ser humilhado
Sou igual a você!
Cadê meu pai que me chamou de filho?
Cadê minha mãe que me amamentou?
Cadê meus amigos que brincavam comigo?
Sinto-me entre pessoas estranhas
Gente que não reconheço mais
Sinto um grande vazio que tento preencher, mas não consigo
Tenho uma solução, mas não tenho coragem
Não vou fazer
Quero viver
Quero acordar pela manhã e agradecer a Deus pela minha vida
Não quero que Ele me veja como um fraco
Não quero ser mal agradecido e não aceitar o melhor presente que ele me deu
Mas é tão difícil pra mim enfrentar isso sozinho
Deus, meu Deus
Perdoa-me
Eu tentei
Pedi ajuda ao meu pai
Pedi o ombro da minha mãe
Os meus amigos me deixaram
Eu não tenho para onde ir a não ser para perto de ti
Dá-me a vida que não tive
Dá-me o ombro para chorar
Dá-me a ajuda que preciso
Seja meu pai e meu amigo
Acolha-me em teus braços
Faz-me esquecer as coisas horríveis
Palavras e insinuações maldosas
Dá-me lembranças novas
À beira da minha vida posso dizer
Fui amado e aprendi a amar
Quando estava amando não podia falar do meu amor
Então fui odiado, desrespeitado e torturado
As lágrimas que caem do meu rosto
Traduzem o meu último pedido de ajuda
E com meu último suspiro
Vão-se embora meus sonhos e planos de vida.
Abraços e Beijos a todos que já amei!
   

                     Daniel Miranda Lemos

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Em Memória


 


O ser humano deve ter uma memória muito fraca ou uma “sede” enorme por confusão e assim criar motivos para discriminar. Os negros já esqueceram que foram humilhados e ainda estão em constante busca da igualdade social? Os índios esqueceram-se dos momentos ruins pelos quais já passaram? Onde estão às mulheres que se recordam da triste realidade que enfrentaram e ainda enfrentam? Onde estão os jovens da MPB e do Rock que revolucionou o mundo? Em que dos homens e mulheres somos diferentes? Vocês não aceitam nossa forma de amar? Sou um homem que ama um homem, sou uma mulher que ama uma mulher, sou homossexual, gay, homem ou mulher, e não um saco de pancadas, lixo ou aberração, não deixei de ser um ser humano como você.
Para onde foram as lagrimas dos que viram seus pais, filhos, avós e netos açoitados, presos no tronco? Para onde foi a raiva daqueles que perderam amigos assassinados como aquele em chamas quando estava dormindo? Para onde foi a revolta daquelas que apanharam, foram debochadas, humilhadas e sofreram abusos? Em que nós somos diferentes se passamos até pelas mesmas dores! Quando estamos diante de um monstro faminto, ele não vai diferenciar quanto à classe social, raça, cor e sexo, ele vai destruir quem estiver na sua frente. 
O homem primeiro lutaria entre seus amigos que ele julga diferente, mas é difícil ele querer lutar junto aos outros para vencerem o monstro. Todos nascemos e todos vamos morrer, não interessa se eu for o primeiro ou você, nós vamos para o mesmo fim. Posso me tronar um herói, mas o medo é maior e assim o monstro nos vence. Oferecer ajuda é ter a coragem e ir em busca da vitória. Negar ajuda é você ser um grande lixo no meio do nada que seu ego se transformou.
Jame foi um garoto de grande coragem, mas que infelizmente não achou quem o acolhesse. Diante de suas aflições ele se entregou aos braços de Deus em busca do alívio, fora do alcance do preconceito e rejeição do mundo e de quem ele amava por ser gay. Buscando ser aceito e respeitado, um garoto de 14 anos prefere perder a vida. Raça, cor, classe social, religião e sexo não vão ser obstáculos diante da morte. Até quando o homem vai se sentir o todo poderoso e na autonomia de julgar o que é melhor. Quantos vão precisar ser violentados  ou mortos para algo ser feito!

Espera-se que novas idéias e novas ações contra o preconceito surjam. Eu sou humano e você?